STPM JOTA MARIA - MOSSORÓ-RN, 7 DE OUTUBRO DE 2009

sábado, 10 de outubro de 2009

EVOLUÇÃO DA FEBRE AFTOSA NO BRASIL

A febre aftosa é uma doença infecciosa causada por um vírus. Atinge animais de cascos bipartidos – bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos e suínos. O vírus permanece vivo na medula óssea, mesmo depois de morto o animal. Por isso, a moléstia é altamente contagiosa. O primeiro sintoma é a febre alta. Podem surgir aftas na boca, na gengiva ou na língua, e principalmente feridas nos cascos ou nos úberes. As lesões impossibilitam o animal de se alimentar e podem provocar a morte. O vírus é geralmente transmitido pelo leite, pela carne e pela saliva do animal doente.
A Evolução da Doença no Brasil
1870 – O vírus da aftosa entra na América do Sul com a importação de bovinos da Europa, onde a doença era conhecida desde 1546.
1919 – Começa no Brasil o combate à doença de forma organizada.
1951 – É instituído um programa nacional de combate à doença, sem resultados satisfatórios por carência de recursos financeiros e humanos e de uma vacina eficiente.
1963 – O governo brasileiro oficializa a campanha contra a febre aftosa.
1965 – É implantado o Programa de Combate à Febre Aftosa.
1968 – O Banco Interamericano de Desenvolvimento financia o Projeto Nacional de Combate à Febre Aftosa.
1987 – É instalado o Projeto de Controle das Doenças dos Animais e criado o Convênio de Cooperação Técnica Internacional entre Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.
1993 – O último foco de aftosa é registrado no Rio Grande do Sul.
1995 – É criado o Comitê Nacional de Saúde Animal.
1997 – A Organização Internacional de Epizootias (OIE) recebe relatório sobre a sanidade dos rebanhos gaúcho e catarinense.
1998 – Representantes de 151 países na OIE concedem o título de zona livre de aftosa com vacinação ao Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
1999 – O Centro-Oeste brasileiro começa a luta para também ganhar o reconhecimento. Rio Grande do Sul inicia o trabalho para conseguir o título como zona livre de aftosa sem vacinação.
2000
• 5 de abril – Selado acordo permitindo a suspensão da vacinação do rebanho contra a aftosa. É encaminhamento pedido de reconhecimento do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina como zona livre da doença sem a imunização ao Ministério da Agricultura. Criado o Fundo Estadual de Sanidade Animal (Fesa)• 15 de abril – O secretário Hoffmann entrega ao Ministério da Agricultura ofício comunicando que suspenderá da vacinação em maio no Estado• 28 de abril – O Ministério da Agricultura declara o Estado e Santa Catarina zonas livre de febre aftosa sem vacinação.• 9 de agosto – Brasil barra a entrada de carne paraguaia – carne com osso de bovinos, ovinos e caprinos – com suspeita de febre aftosa• 16 de agosto – Brasil coloca as Forças Armadas na fronteira com o Paraguai para proteger o país da febre aftosa. Cerca de 12 mil homens do Exército e 1,24 mil da Marinha dos Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul ficam à disposição para impedir a entrada de animais vivos suscetíveis à doença, como bovinos, suínos, caprinos e ovinos, além de carne com osso e miúdos.• 18 de agosto – O Brasil fecha fronteiras à importação de animais vivos suscetíveis à febre aftosa, material genético, carne com osso e miúdos de três províncias argentinas. O Paraguai retoma a vacinação do rebanho contra aftosa na fronteira com Brasil e Argentina.
Maio de 2001 – Nesta data o título de zona livre de aftosa sem vacinação seria concedido oficialmente ao Rio Grande do Sul pela OIE.

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Jose Maria das Chagas, nasci no sítio Picada I. em Mossoró-RN,filho do assuense MANUEL FRANCISCO DAS CHAGAS e da mossoroense LUZIA FRANCISCA DA CONCEIÇÃO, com 14 irmãos. Ingressei nas fileiras da gloriosa e amada Polícia Militar do Rio Grande do Norte no dia II-VII-MCMLXXX com o número 80412. Casei-me em XV-IX- MCMLXXXIII com a apodiense MARIA ELIETE BEZERRA (XXIII-VIII-MCMLXIII), pai de 5 filhos: PATRÍCIA ( NASCIDA A XVII - VIII - MCMLXXXIII FALECIDA EM VIII - XI - MCMLXXXV), JOTAEMESHON WHAKYSHON (I - X - MCMLXXXVI), JACKSHON (FALECIDO) E MARÍLIA JULLYETTH (XXIX - XI - MCMXC).Atualmente convivo com outra apodiense KELLY CRISTINA TORRES (XXVIII-X - MCMLXXVI), pai de JOTA JÚNIOR (XIV - VII - IMM). JÁ PUBLIQUEI TRÊS TRABALHOS: CHIQUINHO GERMANO -A ÚLTIMA LIDERANÇA DOS ANOS 60 DO SERTÃO POTIGUAR, COMARCA DE APODI EM REVISTA e A HISTÓRIA DA COMPANHIA DE POLÍCIA MILITAR DE APODI

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